O bem que faz um bicho!

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Seguindo a abordagem de crianças X animais, trouxe mais mil-e-um motivos pra você querer muito que seu bebê seja o melhor amigo do seu peludinho.

Ainda me surpreendo (e já nem deveria) a cada vez que leio uma nova pesquisa que aponta os benefícios da convivência de humanos com cachorros. Já li resultados positivos em tratamentos de depressão à disfunção erétil (isso mesmo!). Já vi uns defenderem que os peludinhos auxiliam no estresse (e consequentemente nos problemas cardíacos e infartos fulminantes) e ainda na diminuição do uso de antibióticos em recuperação de cirurgias de diferentes procedimentos.

Mas e o bem que o seu peludinho pode fazer ao seu bebê? Eu, no meu conhecimento empírico, só ousava falar que o cãozinho seria, regra geral, a primeira grande perda de uma criança – e confesso que isso não é muito algo bom, mas trabalhar a perda é essencial…

Ok, mas então o que tem de bom no convívio entre bebes humanos e bebês peludinhos de 4 patas?

A convivência entre eles trabalha muito a coordenação motora fina da criança – que procurará dosar seus carinhos no bichinho; trabalha no desenvolvimento motor, acelerando o engatinhar e os primeiros passinhos; seu pequeno bebê terá mais estímulos afetivos; o bebê terá com quem exercitar sua autoridade; o bebê será constantemente exposto a cargas de hormônios ligados a sensação de prazer e de felicidade; seu pequenino terá um amigo e fiel companheiro para brincar e dividir suas conquistas; seu pequenino, enfim, terá a melhor companhia do mundo, que incentiva e aguça a responsabilidade, que brinca e dá carinho e que, o melhor de tudo, estará sempre ao lado do seu bebê!

Além disso, a convivência com um cachorro ajuda a delimitar espaço, a dar noção de respeito e preocupações mesmo em bebezinhos de poucos meses. Em casos especiais, de crianças que apresentam dificuldade no desenvolvimento ou mesmo quadros genéticos, vários são os especialistas que já recomendam o convívio com cachorros, seja pra trabalhar autoconfiança ou mesmo pra ter uma companhia.

Então, você ainda duvida que seus amorzinhos não devem ser tipo unha e carne?

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A família vai aumentar… E agora, au-au?

Sempre vejo pelas redes sociais dúvidas como “O que eu farei com meu cãozinho agora que engravidei?”, “Eu tentei, mas cachorro e recém-nascido não foram feitos pra conviver juntos!”… Que raiva me dá!

Da turminha do Shih Tzu Café, sempre fui a que levantou a bandeira pela maternidade (e a louca que quer muitos filhos, rs) e, claro, criar minhas cachorras junto com os futuros filhos sempre esteve nos planos. Um animalzinho não é descartável e, não é porque chegou uma criança na família, que deverá ser deixado de lado.

Saber introduzir a criança ao dia a dia de uma casa é difícil, não nasce ali apenas uma criança, nasce junto um instinto materno, paterno, novas descobertas pra todos ao redor e, sim, nascerá também uma amizade enorme entre o peludinho e o bebê, caso você permita.

“Mas solta muito pelo!” , “mas ele late a todo instante e acorda o bebê!”, “ele morde tudo, inclusive mamadeiras e pipos!”… E por aí vai. Se quisermos desculpas pra ‘nos livrarmos’ do peludinho, arranjaremos mil. Mas DUVIDO que tenha havido alguém que não se debulhou em lágrimas na cena do enterro do Marley (Marley e Eu, filme) quando as crianças fazem suas últimas homenagens… E o mais velho que, ao ser indagado se gostaria de falar algumas palavras, responde: “não, não tenho nada pra dizer, ele já sabe tudo…”? Sim, snif snif snif e já se foi uma caixa de lenços…

Fato é que o primeiro grande amigo e parceiro de seu filho tem tudo pra ser seu peludinho e descartá-lo porque agora sua vida mudou é… Bem… Vejamos… Uma atitude impensada (pra não dizer desumana e repugnante, rs).

Ok. Mas daí vem uma leitora e já solta um: “ué, mas nem filho você tem. Muito fácil pra quem não convive querer falar o que não sabe”. Concordo! Mas posso me sentir apta pra falar sobre o assunto por ter dois pequeninos que amo como se fossem meus e que praticamente não saíram de casa desde que nasceram.

Realmente, os primeiros dias de um recém-nascido são estressantes: é tudo novo, sobretudo se for o primeiro filho. A nova mãe é insegura com tudo, quer proteger sua cria do mundo todo, e inclui nisso os milhões de pelos espalhados pela casa. O bebê não tem hora pra nada e, comsequentemente, a família toda não terá também. A mãe facilmente se esgota e ainda devemos somar à esse cenário as muitas visitas que vem conhecer o bebê – e sempre saberão como criar seu filho melhor que você e criticarão em tudo o fato de você ‘continuar’ com esse cachorro dentro de casa. Ahn?

Veja alguns cuidados devem ser tomados tanto para o convívio longo e sadio entre bebê e peludinho, bem como para manter a higiene da casa:

O comportamento que a grávida/recém-mamãe adotará é extremamente importante. Durante a gestação, manter o cachorro envolvido nas evoluções da gravidez e montagem do cantinho do bebê é ideal. Decidir desde então se o cachorro entrará no quarto do bebê é primordial, pois você deverá adotar o mesmo comportamento desde a gestação para já educar seu amiguinho.

Outra coisa bem importante é manter a rotina do animalzinho o mais parecida com o que era antes da gestação e tentar já adaptá-lo ao que virá. Ex.: tentar ver se os passeios com o peludo prejudicarão os horários de um bebê na sua rotina e já alterá-los. Se faz as necessidades em casa, se assegure que o local escolhido continuará o mesmo após o bebê chegar. Verifique se onde faz as refeições é ideal e se os bebedouros estão em locais de fácil acesso ao peludinho e seguro contra arte de criança levada.

Mas e o primeiro contato? Ah, esse momento deve ter a maior atenção dos papais. Lembre-se: o seu cachorro ama tudo o que você ama, mas sente ciúmes e fica triste. Se, por acaso, ele pressentir que foi deixado de lado, ficará triste e desanimado. Em casa, nunca tive problemas com esse ponto, primeiro porque não eram meus filhos, e segundo porque, mesmo com as crianças em casa, nunca deixei transparecer que minhas cachorras perderam espaço.

O ideal é trazer da maternidade paninhos com cheirinho do bebê e deixá-los perto de brinquedos, vasilha de ração e caminha, para que o cachorro associe aquele cheirinho a coisas gostosas.

Depois trazer a criança pra casa e então, apresentá-la ao peludo. Ora, perder aquele tempinho é muito importante e, mais ainda, respeitar o tempo de cada um. Alguns cachorros estranham e tem medo. Outros, mais curiosos, já querem pular em cima e cheirar tudo. Nessa etapa, o cuidado deve ser com as unhas do animal na pele hiper sensível do recém-nascido e das lambidinhas que eles gostam de dar em sinal de ‘podemos ser amigos?’

Pode ser estressante a agitação do cachorro nesses primeiros dias, algumas vezes incentivados pelas milhares de visitas ou mesmo pelo próprio bebê que ainda não estipulou uma rotina e acaba acordando a todo instante. Interessante então dedicar algum tempinho ao amiguinho, levando-o para passear e recompensando atitudes calmas com petiscos.

Outra dica é envolver os dois nas atividades que puderem fazer juntos, ex: banho de sol com o bebê + passeio com o cachorro. Lanchinho da tarde com frutinha pro bebê e pro cachorro.

Com os dias, a segurança aumenta e essa nova família se ajeita respeitando o limite de cada um. O convívio entre uma criança e um animal é benéfico pra todos e deve ser incentivado. Vários são os estudos que comprovam os benefícios que um animalzinho de estimação trouxe à educação de crianças.

E então, você tem alguma experiência com o assunto? Conta pra gente e não perde nossa sequência, ainda traremos muito mais sobre crianças x cachorros.

Aumentando a família

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O teste deu positivo, a ultrassom confirmou, é oficial: a família vai aumentar! Na hora de contar a novidade, que tal incluir o peludinho nas fotos de anúncio de gravidez? Aposto que será um sucesso!

As fotos podem incluir todos os membros da família ou dar um destaque especial pro “primogênito peludo”. Com plaquinhas e frases fofas/engraçadas ficam um charme!
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Se seu cachorrinho for muuuuuito peralta e não conseguir ficar paradinho para ser fotografado, você pode usar algum acessório dele, como coleira, caminha, brinquedo…
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