Curva do Crescimento!

Você sabia que é na fase inicial que o seu cãozinho mais se desenvolve e de forma acelerada? Os cães de porte pequeno, como os Shih Tzus, tendem a ter um crescimento acelerado até os seus 6<7 meses, nessa idade eles irão atingir quase que sua forma e estrutura adulta. É exatamente nessa época em que muita gente quer saber se o seu filhotinho está com o peso ideal ou se ficará maior ou menor que os demais.

melissa crescimento

A fase inicial será de fundamental importância para um bom desenvolvimento dos ossos. Para isso, é importante que eles tenham uma boa alimentação: rica em proteína, minerais e cálcio na quantidade certa, nem pouco e nem muito. Por isso a importância de uma ração de excelente qualidade, a exemplo temos as de categoria Premium e Super premium, que vêm com essas proporções balanceadas. Cada ração vem com a quantidade ideal para o seu filhote, procure respeitar.

Mas para um monitoramento mais adequado sobre esse crescimento e o desenvolvimento correto do seu pet, já existe uma ferramenta simples e bem eficaz: são os dados da curva de crescimento, que nada mais é do que uma representação gráfica do ganho de peso do filhote ao longo do tempo. Pode-se dividir esse estudo da curva em 3 fases:

Representação Gráfica:

curva-01
• A primeira fase ocorre logo no nascimento, é um período moderado de crescimento, acontece de forma gradativa. É uma preparação para a segunda fase. Essa fase ocorre do nascimento até mais ou menos os 30 dias de vida.

• A segunda fase é extremamente rápida, nesse período há alteração significativa do peso e a estrutura muda radicalmente. Nessa fase o cão ganha massa, fortalece os músculos e os ossos e tende a ter um crescimento muito acelerado. Inicia no 1º mês e dura até os 6<7 meses (mais ou menos). Também é possível estimar o peso do seu cão futuramente, porque o peso dele aos 3<4 meses pode representar a metade do peso na fase adulta. Isso acontece por uma estimativa, já que seu crescimento acelerado dura até no máximo os 6<7 meses. A conta é simples: se seu cão com 3 meses pesa 3,5 Kg, ele poderá pesar até 7 kg na fase adulta (isso não é uma conta exata, é uma estimativa que na maioria das vezes dá certo).

• A terceira fase é a mais tranquila, é o período em que o crescimento desacelera e perde força. Mas não significa que ele não ganhará mais peso ou não crescerá mais, significa apenas que você não terá um novo cachorro na semana seguinte rs. Seu crescimento e sua mudança não serão tão acelerados como antes, e podem ser até imperceptíveis. Essa fase costuma iniciar aos 7 meses ou até 1 ano, quando o cão atinge sua idade adulta, podendo apenas ganhar peso.

Aqui em casa a Mel desenvolveu-se até o primeiro cio (ela entrou faltando 1 semana para completar os 7 meses). Mas cada cão tem seu desenvolvimento, respeitando, é claro, a curva do crescimento. Segue um quadro de parâmetro da Galerinha do ShihTzu Café:

 tabela curva-01-01

 

Com essa tabela é possível mensurar o desenvolvimento de cada um, a maioria seguiu exatamente a teoria do peso aos 3 meses e o peso na idade adulta. Importante ressaltar que há diferença de crescimento para machos e fêmeas. Alguns machos tendem a crescer um pouco mais que as fêmeas.

 

Fonte de pesquisa: estudos realizados pela PremieR pet e Royal Canin.

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De que cor é meu cãozinho?

Ah, o shih tzu e sua enorme gama de cores diferentes para a pelagem! Quem não ama? Mas você sabe como é determinada a coloração do pelo?

Nos cães, assim como na maioria dos mamíferos, há dois tipos de pigmentos que determinam a cor e seu padrão de distribuição nos pelos: eumelanin e phaeomelanin. Ambas são variantes da melanina e podem ser alteradas por alguns genes.

Genes? Agora vamos precisar resgatar as aulas de biologia lá do Ensino Médio. Não pule esse parágrafo, será importante pra compreender esse post e os próximos da série! Os genes são responsáveis por determinar as características que cada ser vivo terá, e se ligam em longas cadeias de DNA. Cada ponto dessa cadeia é chamado de locus, e em cada locus há dois alelos que formam o gene.

shihtzu antes e depois

Voltando aos pigmentos… A eumelanin é um pigmento preto. É ela que dá cor a todas as partes pretas de um cão, como pelo, olhos e focinho. Porém, existem genes que podem “tingi-la” de outras cores: fígado (marrom), azul (cinza) ou isabella (uma espécie de bege meio lilás). Nesse caso, TODAS as partes do cão que seriam pretas se transformam numa dessas cores. Por isso, normalmente a cor do focinho é muito utilizada para descrever a cor de um cão. Melissa é um cão de trufa preta, enquanto Lillith, Chloe e Yuppie são, claramente, cães de cor fígado.

A phaeomelanin, por sua vez, é um pigmento vermelho e engloba inúmeras tonalidades, variando da cor do setter irlandês a um creme clarinho, passando pelo dourado, ruivo, etc. Ao contrário da eumelanin, a phaeomelanin afeta tão somente a cor dos pelos, de modo que você não verá um cachorro de nariz e/ou olhos vermelhos andando por aí.

shih tzu antes e depois

Mas e os cães brancos? A pelagem branca é causada por uma falta de pigmentos. Ocorre naquelas áreas do corpo do animal em que faltam tanto a eumelanina quanto a phaeomelanin. Quando afeta, além do pelo, também os olhos e focinhos, teremos um cão albino, com seu característico focinho rosa e olhos azuis ou avermelhados.

Os genes afetam, também, a forma de distribuição dos pigmentos no corpo do cão. E é exatamente isso que explica todas essas mudanças que ocorrem na cor do pelo dos nossos queridos shih tzus! De forma simplificada: às vezes os genes “dizem” pra célula mudar o tipo de pigmento que esta produzindo por um tempo. Assim, à medida que o pelo cresce, ele pode passar de preto para vermelho, pois a célula passa a produzir phaeomelanin no lugar da eumelanin. Depois de um tempo, pode ocorrer o caminho inverso, e o pelo voltar a ser escuro. Observe como a turminha do Shih Tzu Café mudou de cor em diversas fases da vida! Especialmente o Mylow! Já teve marcações bem escuras, passou pelo dourado e atualmente exibe um lindo tom de cinza em grande parte da sua pelagem.

Shih tzu mudando cor

Isso também aconteceu com seu amiguinho peludo? Conta pra gente! E não perca os próximos post sobre o tema.

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Nós: problemas e como tirá-los

Quando o Capuccino precisou fazer exame de sangue para a vacina de Leishmaniose, uma das opções era colher o sangue por uma das patinhas. No entanto, como ela estava embolada, a pele ficou mais sensível, dificultando (e muito!) o trabalho. Foi mais de uma hora para conseguir tirar o sangue! Foi aí que comecei a me preocupar mais com os nós. Claro, ninguém quer ver seu cão com nós, mas eu não sabia que eles podiam ferir a pele!
 
Para preveni-los, só mesmo escovando o cão todos os dias. Já ensinei neste post como eu escovo o Tino. No entanto, nem sempre é possível impedir a formação do nó só com a escovação diária. E nessa hora, o que fazer? Está tudo perdido? É o fim? Não! Depois de muitos nós nessa vida, acabei aprendendo uma forma menos dolorosa para o cão (e, sem ele reclamando e se mexendo a cada puxão, acaba sendo muito mais simples pra gente!). Exige muita paciência, tanto sua, quanto do cão. Se ele já está irritado, não está cooperando muito, melhor dar uma pausa pra você e para ele, e evitar o stress. Mas acredite: esse nó vai sair desse corpo que não lhe pertence! Quer aprender?
 
Chegando da rua, certeza que no lugar da coleira já tem um nó ou outro!

Chegando da rua, certeza que no lugar da coleira já tem um nó ou outro!

 
Quando a escova “agarra” em algum nó, interrompo a escovação e foco no nó. Pra começar, separo a parte do pelo que está embolada da parte que não está. Em seguida, esguicho algum desembaraçador no local (costumo usar o Fluido Desembaraçador da Pet Society ou o Body Fluid, da Pet Smack) e começo a tentar desfazer o nó com as mãos. Puxo um pouco de um lado, um pouco do outro e vou abrindo o nó. Depois de um tempo fazendo isso, se o nó não estiver quase desfeito, parto para o secador. Direciono o jato frio na parte que ainda está embolada, ainda tentando abrir o nó. Depois de algum tempo, pego um pente e tento desembaraçar. Se conseguir, SUCESSO! Se ainda não estiver possível de pentear, repito todo o processo até dar certo. Em casos mais extremos, depois de fazer isso, você pode precisar colocar ele debaixo d’água! Dê um banho, utilize uma hidratação, principalmente no nó, e tente desembolar com a ajuda do creme, utilizando as mãos. Depois, repita o processo e PRONTO! Nó sumiu!
 
Prontinho!

Prontinho!

 
Lembrando que nem sempre insistir no nó é a melhor opção. Em certos casos a tosa é a opção mais indicada sim, e a decisão mais sensata a se fazer. Quando precisei acompanhar minha mãe no hospital, realmente não tinha tempo de pentear o Tino (só ia em casa uma vez por dia e só tinha tempo de colocar a comida dele e trocar de roupa, nem dormir eu dormia lá!). Resultado: nessa uma semana em que não ia em casa direito, o Tino ficou com muitos nós, muitos bem próximos à pele. Logo depois disso, melhorei muito minha forma de tirar nós, mas chega num ponto em que ninguém consegue tirar os nós na mesma velocidade em que eles se formam. Lembre-se disso: nós formam nós. Então, lembrando-me dos machucados que poderiam estar se formando na pele dele, optei por tosá-lo. Tosa ratinho nele!
 
Arsenal

Arsenal

Então já sabe: nunca deixe para amanhã o nó que você pode tirar hoje!

Qual nome dar ao seu amiguinho?

mel tino yuppie

Quando o nosso peludinho chega, a primeira coisa que nos perguntamos é quanto ao nome que vamos dar. Pode parecer coisa simples, mas o nome significa muito para o animalzinho. Em média, ele ouvirá seu nome 200 mil vezes (mas se a dona for tipo eu, acho que pelo menos 400 mil vezes, rs).

O nome, na verdade, servirá como um comando de atenção e intensificará o elo entre você e seu melhor amigo. Então, que tal pensar direitinho a respeito e procurar um nome bem legal tanto pra você quanto para seu mascote? Então separamos algumas dicas pra você:

1- Dê preferência a nomes curtos. Nomes curtos e de fácil pronúncia ajudam o animal a memorizar e reconhecer o chamado, além de facilitar na hora de chamar. Nomes complicados e compridos cansariam até mesmo o seu peludinho. Gritar por uma ‘Anastáááááácia’ ou um ‘Ermenegiiiiiiiiiiildo’ dificultariam a compreensão e, na hora de uma bronca, até o cão reconhecer seu nome, já teria aprontado.

2- Evite nomes que rimem com outros nomes da casa ou comandos simples. O nome serve para deixar o cão alerta, então você não quer banalizar e fazer com que ele deixe de se atentar quando o chamarem. Assim, se tem uma Camila em casa, ficaria complicado ter uma peludinha Mila, ou se tem um João, melhor não ter um Tufão…

3- Considere a personalidade dele e a sua. Se você é amante de música, tem uma banda preferida, um artista cujo nome possa ser usado para batizar seu cão, vá em frente. Seus parentes e familiares acharão natural e terá sua identidade, além de já ser algo de que você gosta. Mas considere também as características da raça. Já pensou cruzar por aí com um ‘Fera’ e de repente aparece um Yorkshire que cabe no bolso? Ou um ‘Trovão’ e aparecer um São Bernardo cheio de doçura e amor pra dar?

jolie cer lilli

4- Não escolha um nome que ridicularize o cão. Pode parecer brincadeira, mas escolher um nome gozado, que diminua seu amiguinho, não é adequado. Ninguém aqui tá dizendo que o seu peludo vai entender a brincadeira e achar que sofre bullying, rs. Mas a reação das pessoas pode constrangê-lo e deixá-lo triste. Imagina um cãozinho sendo chamado de ‘Balofo’ ou ‘Tiririca’, seria pedir para que estranhos sempre rissem quando ouvissem, e essa seria uma reação percebida pelo seu amiguinho e o deixaria triste.

5- Associe a algo que você goste e lhe dê prazer. Ahh, maior exemplo disso tenho minha Yuppie. Nossa, me dá uma sensação de felicidade ao chamá-la! Ainda temos a Dina (Nina) que é uma personagem de ballet, atividade que a mamãe dela ama e ainda pratica. A relação que você terá com seu amiguinho, esperamos, será muito longa e de extremo carinho. Chamá-lo com vontade e felicidade tornará seu animalzinho mais alegre e trará bem estar à vocês.

6- Evite nomes humanos. Por fim, nossa última dica… Animal é animal, gente. Claro que eles não saberão se o nome é de gente ou não. Mas vocês saberão e ficará ainda mais fácil humanizá-los. Está na essência deles correr, se sujar e se divertir como cachorros que são. Então, deixe de lado ‘Emily’, ‘Maria’, ‘Sofia’, ‘Carla’ e afins… Gente é gente e cachorro é cachorro, combinado?

7- Apelidos são permitidos e eles atenderão! Sim, eles atenderão quando chamados com frequência por apelidos. Inclusive saberão diferenciar quando o nome é chamado para bronca ou para ganhar um petisco, simplesmente pelo seu tom de voz. Aqui na turminha do Shih Tzu Café temos exemplos de apelidos que usam o próprio nome do cãozinho. Cerberus virou Cer ou Cebus, Lillith é a nossa Lilli e Melissa é Mel até para os mais distantes. Aqui em casa eu segui o contrafluxo e, por uma brincadeira do meu sobrinho, Chloé também atende por Clotilde, rs!

chloe my dina

Agora nos contem, como você escolheu o nome do seu amiguinho? Ele tem algum apelido ?

Gostou do nosso post? Compartilha com um amigo que ainda está decidindo o nome do filhotinho dele!

Bebedouro de Bilha e Comedouro – Chalesco

Olá! Hoje vou contar para vocês a minha experiência com o bebedouro de bilha / comedouro da Chalesco.

bebedouro-chalesco-com-suporte-e-comedouro-verde

Antes de adquirir o produto, tive vários bebedouros que não deram certo para o Mylow. Quando fui buscá-lo no canil,  me aconselharam a não usar a bilha, pois disseram que o cão não consegue beber água suficiente, e me sugeriram comprar esse modelo com limitador de água:

bebedouro com limitador

Só que o My começou a deitar em cima do bebedouro, então, quando eu chegava em casa, o pescoço dele estava todo molhado! No desespero, corri no Pet Shop mais próximo e comprei uma bilha de fixar na parede/grade. Achei super barato e decidir experimentar para ver o tal bicho papão da bilha. Porém, como todo barato sai caro, ele tinha uma molinha na ponta (e não bolinhas) e pingava o tempo todo, o que me deixou com medo de que a água da garrafinha acabasse e o My ficasse sem água para beber enquanto eu estivesse fora trabalhando. Era de um modelo assim:

bebedouro

Liguei para veterinária dele e ela me aconselhou a comprar a bilha da Chalesco, que era o que ela usava, e falou que pro Mylow era a melhor solução. Ela afirmou que não teria problema, pois ele iria beber água sim, toda vez que sentisse vontade. Ainda, me disse para retirar a antiga, porque, se molhando tanto, o My poderia acabar tendo algum problema na pele.

No mesmo dia consegui comprar o tal bebedouro! Mas achei que quase não saía água e fiquei cheia de dúvidas. Pesquisando na internet, descobri que muita gente retirarava uma das bilhas que tem na parte da frente.

passoapasso

Foi o que eu fiz e com isso ficou tudo mais fácil! A água escoava com muita facilidade e o melhor de tudo: não pingava nada no chão. Outro ponto que considero superpositivo é que o produto é comedouro também, o que torna tudo mais compacto e, esteticamente falando, mais bonito. O tamanho do comedouro é de aproximadamente 200 mL e do bebedouro aproximadamente 500 mL.

Sei que muita gente é contra a bilha. Eu também, como moro no Rio de Janeiro (onde faz muito calor), diversas vezes pensei que o Mylow tomaria mais água em um bebedouro normal. Até pensei em comprar o Vida Mansa, mas desisti depois que encontrei outra solução. Então faço assim: sempre que chego em casa, coloco um potinho com água bem gelada e deixo o My beber à vontade. Logo que ele para, retiro o potinho e enxugo a barbinha. Faço o mesmo procedimento quando ele chega do passeio diário e sempre que acho que ele está ofegante. Mas, durante o dia, ele fica só na bilha.

Esse bebedouro da Chalesco tem grande variação de preço, de R$60,00 a R$120,00! Pois é, tem que pesquisar antes de comprar logo no primeiro lugar.

“A Chalesco investe constantemente em pesquisas e no desenvolvimento de produtos, junto a fabricantes nacionais e internacionais, para oferecer a seus clientes uma linha variada, com alta tecnologia, qualidade, design e excelente relação custo-benefício.
Sanar problemas de forma rápida e eficiente, ouvir e incorporar críticas e sugestões, oferecer suporte técnico, produzir materiais adequados à comunicação das marcas e à exposição dos produtos ao consumidor são alguns dos meios adotados pela empresa para ampliar os benefícios do serviço que oferece ao mercado.”

Existem bebedouros similares de outras marcas também, mas aconselho a, antes de comprar, perguntar a um amigo, ou pesquisar na web a opinião das pessoas, já que não é um produto tão barato assim.

E não se esqueçam de manter a água sempre fresca e limpar frequentemente seu bebedouro, pois assim seu animalzinho fica livre de bactérias e fungos.

Mylow

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Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS)

Seu cãozinho fica muito tempo sozinho em casa? Como ele costuma se comportar? Faz as necessidades fora do lugar e destrói objetos e móveis quando você sai de casa? Lambe ou morde as patinhas em excesso? Chora e/ou late sem parar? Ou até mesmo tem comportamento totalmente apático, passa o dia deprimido e a ponto de não fazer suas necessidades e ou se alimentar, só porque está sozinho? Melissa Então, atenção, ele pode estar com o que chamamos de Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS). Isso ocorre quando o cãozinho não sabe ficar sozinho e/ou longe de determinados membros da família. É um comportamento considerado natural e normal até certo ponto. Como tudo em excesso não é bom, logo, esses comportamentos de forma excessiva precisam de atenção redobrada.

Por natureza os cães sentem constante necessidade de estar em grupo, seus instintos dizem isso. Portanto a ansiedade de separação exagerada acaba se tornando um sério problema de comportamento. Normalmente, boa parcela dos cães de companhia passam um tempo sozinhos em casa, até por conta da rotina dos seus donos. Dessa forma, alguns desenvolvem esses comportamentos irregulares que servem para atrair os outros membros da matilha, como os latidos e uivos, ou destroindo os objetos para extravasarem suas ansiedades.

Mas como isso acontece?

Simples: Pode acontecer por uma mudança na rotina, após uma mudança de casa, um novo membro na famíla, ou pelas atitudes erradas dos donos, no dia a dia do seu cão – às vezes, esse é o fator principal.

Duas atitudes bem agravantes são: fazer festa e gerar muita importância ao chegar em casa e a outra é mimar demais o pet:  mantê-lo no colo por muito tempo, trata-lo feito criança e fazer todas as suas vontades. São atitudes super erradas e devem ser evitadas no dia a dia.

Separei algumas dicas para NÃO estimular os agravantes dessa síndrome:

– Mantenha sua chegada mais discreta: nada de dramatizar e evite retribuir a festa! Não é fácil, mas vale a pena – o cão será diretamente beneficiado -. Espere até que ele esteja calmo para dar atenção.

– Nas saídas: dê o brinquedo favorito dele, mas retire assim que chegar.

– O cão também precisa aprender a ser mais independente, nada de ficar mimando demais o seu pet; Você pode dar carinho e atenção, mas sem exageros.

– Reforce os passeios antes das saídas. Assim seu cão já começará o dia gastando energia.

– Outra dica que eu gosto bastante é o enriquecimento ambiental, ele serve para todos cães, que sofram ou não da SAS. Ele proporciona estímulos físicos e mentais, afim de manter seu cãozinho em atividade. Assim o ele não se sentirá tão solitário e nem sobrará tempo para fazer as artes.

Lembre-se que os cães são bem sensíveis às nossas energias, portanto nada de sentimentos de “culpa” ao sair e nem de “pena” ao voltar. Esteja sempre relaxado e faça tudo da maneira mais natural possível. Logo ele entenderá que não é tão dramático ficar um tempo sozinho. Para um diagnóstico mais detalhado da Síndrome, aconselho buscar  auxílio de um veterinário. Dependendo do caso, será preciso avaliar uma série de causas para dar um tratamento mais eficaz.

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Meu cão pegou carrapato! E agora?

Só de ouvir esse nome já sinto arrepios… Imagina encontrar carrapatos em meio aos pelos dos meus pequenos! Pois é, tive esse desprazer.

Em meados de janeiro desse ano, me mudei de Campinas para São Paulo. Saí de um apartamento e vim para uma casa térrea com quintal grande, mais cachorros, muita área verde, rua sem saída e muitos vizinhos não tão preocupados quanto eu. Resultado? Infestação por carrapatos logo na primeira semana. Quase enlouqueci, corri imediatamente para o veterinário e pedi o máximo de informações. Afinal, antes eu não me preocupava tanto – e até achava que nunca aconteceria com a gente.

Descobri que, no Brasil, existem quatro tipos de carrapatos, sendo os mais comuns o carrapato-vermelho-do-cão (que transmite  babesiose canina e erlichiose, conhecida como “doença do carrapato”) e o carrapato-estrela (que tem como hospedeiros preferidos os eqüídeos, mas pode também parasitar bovinos, outros animais domésticos e animais silvestres).

Foram os 2 meses mais longos que já passamos… rs… Entre idas e vindas ao veterinário e muitos remédios sem resultado, com muita persistência consegui eliminar 100% dos carrapatos! Não foi fácil, mas espero ajudar com as dicas que vou repassar aqui.

1° higienizar o ambiente.

A primeira coisa a se fazer em caso de carrapatos é limpar o ambiente. Não apenas com produtos comuns de limpeza e sim com produtos específicos para matar esses bichinhos. No mercado pet existem vários tipos e marcas. Aqui, por ser casa térrea com quintal, a veterinária me indicou 2 diferentes:  Triatox para o quintal e K-Othrine para casa em geral. Ambos são venenos potentes, porém o Triatox é mais forte e promete alta proteção da área total, evitando assim que venham carrapatos de fora (das casas vizinhas, por exemplo). O K-Othrine tem um cheiro mais suave (por isso foi indicado para a área interna da casa) e ajuda a eliminar possíveis ovos ou filhotinhos que fiquem em locais de difícil alcance. Além desses produtos, existe também o Butox, que é o mais usado para manutenção dos ambientes tanto internos quanto externos.
Lembrando que todos são venenos e precisam ser manipulados com certo cuidado, com luvas e longe dos animais domésticos. Também nunca devemos dar banhos terapêuticos com esses produtos sem uma indicação veterinária, pois seu cão pode acabar tendo reações alérgicas e até mesmo vir a óbito.

2° eliminar os carrapatos do animal.

Por que esse passo está em segundo? Porque não adianta limpar o cão e ter focos em casa, o bichinho sempre dá um jeito de voltar… rs
Essa etapa é a mais difícil, usei várias pipetas de marcas variadas e nada resolveu. Acredito que as pipetas são ótimas para prevenção, mas após a manifestação, no meu caso, só funcionou o Frontline Spray. Enquanto testava as pipetas tradicionais, ia tirando os carrapatos com a mão mesmo, igual mãe faz com criança que tem piolho… rs
Mas no caso do carrapato temos que ter muito cuidado. Não podemos apertá-lo, o melhor é ter um vidrinho com álcool líquido e ir jogando os bichinhos lá dentro conforme forem retirados do cão. Na hora de puxar, temos que tentar ao máximo tirá-los inteiros. E não se assustem, eles fazem feridinhas no cão mesmo. 😦
Não usei nada tópico nas feridas, até porque já estava na luta das pipetas. Assim, conforme ia encontrando feridinhas, eu passava só um tico de álcool para aliviar. Depois de muitos carrapatos, pipetas e consultas veterinárias, veio a última tentativa: o lindo Frontline Spray! Um produto bem caro, mas com resultado excelente! Bastou uma aplicação seguindo as instruções do rótulo e do veterinário e os carrapatos simplesmente sumiram…
Mesmo sendo um produto indicado para uso tópico, não podemos esquecer dos cuidados básicos, como a utilização de luvas para aplicação e atenção para que o cachorro não vá ingerir o carrapaticida. Também temos que ter cuidados com os olhos e demais orifícios tanto do corpo do cão quanto do nosso. O ideal é passar em local bem aberto. O cheiro é bem forte no início, mas  depois de seco quase não se sente nada.
Lembre-se também de que todo produto carrapaticida deve ser usado 3 dias antes ou 3 dias depois do banho do animal.

3° manutenção.

Essa última etapa é, na minha opinião, a mais importante. A manutenção deve ser feita semanalmente, especialmente da casa. Sim, toda semana lavamos o quintal com Triatox e passamos K-Othrine dentro de casa. Porque tudo isso? Aqui onde moro tem muito foco de carrapatos, cães que tem donos mas vivem na rua, gatos pulando de telhado em telhado, entre outras coisas.
Claro que, para quem mora em lugar com menos movimentação, a manutenção pode ser mais espaçada, entretanto pelo menos no primeiro mês após o fim da manifestação acho bom fazer toda semana. Afinal, nunca sabemos o que sobrou naquele cantinho da parede né… rs
Também é bom manter o uso da pipeta sempre em dia e verificar no rótulo qual o período de proteção de cada produto. Já vi casos de um produto proteger por 90 dias contra carrapatos e apenas 30 contra pulgas (ou vice-versa).
É sempre importante ler bem o rótulo de todo produto antes mesmo de comprar.

Estou desde março completamente livre dos carrapatos e espero que essa minha experiência não tão positiva ajude quem estiver passando pelo mesmo problema. Destaco também que passei várias vezes pelo veterinário e é de suma importância esse acompanhamento! Carrapatos podem transmitir doenças e só seu veterinário de confiança saberá como ajudar nesse caso.

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