Obesidade canina – vamos evitar?

É, não somos só nós humanos que sofremos com a balança – e aqui em casa eu tenho dois exemplares de shih tzus plus size. Fato é que, sendo o cachorro o animal de estimação mais domesticado e humanizado, acaba adotando hábitos nossos. Não é à toa que dizem que o cachorro imita o dono, e imita até nos hábitos alimentares. Assim, ao mesmo tempo que é um privilégio ser o mais bem cuidado e receber muita atenção, o cão adquire, também, os maus hábitos.

No meu caso, tomo muito cuidado, sobretudo por ter uma peludinha que está passando dos 8 kg – então me preocupo com cada grãozinho de ração que dou para ela. Sim, eles puxam aos donos e não estou assumindo ser obesinha e noiada com cada caloria ingerida – já estive em melhor forma, mas estou longe de ser classificada como obesa. O grande diferencial é que, ainda que eles adotem nossos hábitos, os cachorros só comem aquilo que lhes é oferecido. Então, que tal conhecer os riscos a que estamos expondo-os ao dar mais ração só para que parem de latir? Ou pior, ceder e oferecer chocolates, biscoitos e outros alimentos humanos totalmente NÃO recomendados aos nossos melhores amigos?

Muitos acham que um animal gordo é sinônimo de fofura. Outros enchem-nos de comida porque acham que é sinônimo de amor e cumplicidade e que devam satisfazer todas as suas vontades. ERRADO! Esses hábitos não só diminuem a qualidade de vida do animal, como encurtam o tempo que ele passará ao seu lado.

Ok, sei que deve ser um saco controlar suas próprias calorias, e daí eu to aqui sugerindo aos meus amiguinhos leitores que façam o mesmo com seus animais. Mas o intuito é o mesmo: vida saudável e longevidade.

E como descobrir que meu amiguinho está acima do peso?

Bem, a orientação é a velha apalpação nas laterais do cachorro na altura das costelas. Devemos sentir as costelas normalmente, sem que estejam muito salientes (sinal de que o cachorro está com baixo peso) e nem com muita dificuldade. Num olhar mais clínico, e que deve ser feito por profissionais da área, fatores como peso e perímetro toráxico entrarão numa equação não muito convencional (pelo menos para mim, uma humilde advogada que mal soma e subtrai – e ainda se arrisca dividindo e multiplicando, rs). Como em todos os outros casos, o blog recomenda: Leve seu amiguinho periodicamente ao veterinário e esse saberá indicar se há sobrepeso.

Sendo assim, que tal descobrir quais os riscos e problemas que podem ser evitados?

Não atuo em nada da área de biológicas, mas excesso de gordura acarreta em maior pressão sobre o coração, pulmões, rins e articulações. Um cãozinho mais gorduchinho também precisa de dosagem maior de remédios e anestesias, o que ataca diretamente seus rins e estômago (sobretudo quando se trata de antibióticos). Ainda cito agravamento de doenças articulares, desenvolvimento de problemas respiratórios em tempo quente e durante exercício, desenvolvimento de diabetes, aumento da pressão sanguínea, que pode originar problemas cardíacos (alguns estudiosos da área sustentam que a vida de um animal é calculada pela quantidade de seus batimentos cardíacos, tirando uma média. Um cãozinho que esteja acima do peso exige mais do coração para que o sangue seja bombeado para todos os pedacinhos do seu corpo, inclusive a gordurinha que foi se criando pelo excesso de comida), aumento da probabilidade de desenvolver tumores, problemas gastrointestinais e até perda da eficácia do sistema imunológico.

Daí eu indago, é isso que queremos para nosso melhor amigo? Aquele que nos recebe com o maior carinho ao chegarmos em casa, aquele que no meio da noite nos acompanha ao banheiro mesmo quando a vontade é de continuar deitado curtindo a preguicinha?

Nós acabamos sendo impulsionados pela estética, e consequentemente, atingimos o bem estar. Ótimo! Mas tem também quem diga que não liga para aparência e que se sente bem com as gordurinhas a mais. Porém bom senso é essencial e vale lembrar que nossos peludinhos não conhecem estes estados de ânimo próprios dos donos e é bem melhor que ofereçamos uma vida mais calminha e o mais longa possível.

Então sugiro sempre seguir à risca a quantidade indicada no pacote da ração de acordo com o tamanho do peludo e dividindo a porção pelas quantidades diárias de alimentação do amiguinho. Mas e se, mesmo assim, seu cãozinho ainda apresentar um sobrepeso?

Bem da verdade que nem sempre a obesidade é por comer em excesso. E então seria bom dar um pulinho no veterinário e checar hormônios e glândulas que influenciem no peso corporal do animal.

Também é bom lembrar que cães castrados apresentam tendência à engordar.

E como podemos evitar a obesidade?

Medidas simples podem ser adotadas:

1. Convencer-se do estado de obesidade do seu cão e observar tudo o que o animal come durante o dia.

2. Reduzir 20 a 40 % o valor energético da sua ração (sem diminuir o volume, pois os nutricionistas demonstraram que o cão acostumado a um certo volume de alimentos, tende a mantê-lo, mesmo que a alimentação seja menos energética).

3. Fracionar a ração ao longo do dia, pois mantém seu animalzinho saciado sempre.

4. Procurar por alimentos dietéticos, vendidos pelos veterinários, especiais para vencer a obesidade. Uma ração especial para cães obesos é fundamental e já existem muitas diferentes marcas disponíveis no mercado.

5. Dispensar as guloseimas e tudo o que for excedente. Ficar somente com a porção diária da ração, em quantidade reduzida, que já o saciará

6. Fazer com que beba tanta água quanto seja possível.

7. Impor-lhe um exercício físico regular. Passear diariamente ajuda tanto ao peludinho quanto à você!

8. Estabelecer um programa preciso de emagrecimento junto com o veterinário que o trata.

9. Comprovar regularmente os progressos obtidos com a ajuda de uma balança e apontar os resultados num diagrama.

10. Uma vez que se encontre em forma, manter um regime de conservação para evitar a recaída (este regime será 10% inferior ao que o cão comia antes de ficar obeso).


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