Castrar ou não castrar?

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Se há um assunto que mexe com a cabeça de todo mundo que tem um animalzinho é a castração. Por que castrar? Por que não castrar? Quando castrar? Essas são apenas algumas das dúvidas mais frequentes.

É claro que com a chegada da Dina Nina não foi diferente. Mesmo já sabendo todos os benefícios da castração, optar por submeter seu animalzinho a uma cirurgia deixa qualquer um com o coração na mão! Por mais que seja uma cirurgia simples/corriqueira/de rotina e tantos outros adjetivos “tranquilizantes”, é uma cirurgia, sim. Envolve riscos, é necessária uma preparação adequada, tem uma série de cuidados pré e pós-operatórios e por aí vai. Discordo de quem pensa que é a coisa mais simples do mundo, porque nada que envolve a vida de um ser que tanto amamos é simples. É importante que o dono saiba que o animal sentirá dor, sentirá medo, e por isso deve estar presente nesse momento delicado.

A decisão de castrar a Dina Nina nasceu no mesmo dia em que ela chegou em casa. Porém, percalços da vida nos levaram por outros caminhos… Com isso ela teve seu primeiro cio aos 10 meses de idade e o segundo 8 meses depois, em novembro/2013. E aí veio a surpresa: pseudociese! Sim, minha pequena estava com gravidez psicológica. Ganhou peso, perdeu o apetite, as mamas incharam, ficou mais irritada e carente, começou a fazer ninho… Foi a gota d’água que faltava pra trazer o assunto “castração” de volta.

Houve uma pequena reunião: meu marido, o veterinário da Dina e eu. Já havia pesquisado muito sobre o tema, já conhecia os riscos, os prós, os contras, mas quando chega a situação real é diferente.

Gosto de pessoas que estudam, fato. O veterinário da Dina é muito experiente e conceituado. Terminou o mestrado antes mesmo que eu fosse nascida e terminou o doutorado antes que eu concluísse a graduação. Soma-se a isso o fato de já ter castrado várias cadelinhas da família e  de amigos. Assim, por incrível que pareça, não era a cirurgia em si que me assustava, e sim o pós-operatório. Tudo que não queria era ver a Dina Nina com dor!

O pré-operatório

Com o coração na mão, agendamos a cirurgia. Nas semanas anteriores ela fez uma série de exames (hemograma, funcionamento dos rins e fígado, fezes, ultra-som e, provavelmente, algum outro que eu tenha esquecido). Alguns foram pela cirurgia, outros pela pseudociese e outros apenas porque estava na hora de um check-up. Optamos por tosar o pelo, para evitar que ela precisasse lidar com desembaraço de nós no pós-operatório. Preparamos a “malinha” dela com caminha de viagem, cobertor, bebedouro de bilha, comedouro, ração (dividida em porções) e colar elizabetano de tecido, feito com todo carinho pela avó. Para a cirurgia, o topete foi preso numa chuca firme, apenas com elástico, sem nenhum lacinho enfeitando.

Preferimos já comprar a medicação (anti-inflamatório e pomada cicatrizante) que seria utilizada no período pós-operatório, apenas para adiantar as coisas. O antibiótico, injetável, seria tomado na própria clínica, de modo que não foi preciso adquiri-lo.

A cirurgia

Dia 19/02, às 22h, Dina estava na mesa de cirurgia. Devo admitir que desabei após deixar a pequena na clínica. Chorei durante todo o trajeto de volta para casa e assim permaneci, e quem segurou as pontas foi o meu marido. Quando o veterinário ligou dizendo que ela estava bem, foi um alívio! A cirurgia foi um sucesso!

Foi feita uma incisão na barriguinha, por onde o útero e os ovários foram retirados. Segundo o veterinário, o útero da Dina era bem pequeno, o que deixou tudo relativamente mais tranquilo. A incisão foi suturada e foi feito um curativo protegendo a área. Ela também recebeu a primeira dose do antibiótico e em seguida foi para a enfermaria, onde passou a noite em observação.

O pós-operatório

No outro dia, ela teve alta. A primeira noite não foi fácil, a Dina acordou algumas vezes e, embora não tenha chorado, era visível o incômodo que sentia. Para dar a medicação oral (anti-inflamatório em gostas, ministrado a cada 12 horas) utilizei um pedaço de maçã, que ela ama, o que facilitou muito o processo. A barbinha dela chegou a ficar esverdeada graças ao remédio! Todos os dias tenho tirado o colar elizabetano para refazer a chuca e escovar os pelos da região. E mesmo curtinho formaram-se alguns nós. Hoje vejo que a decisão de tosar foi, sem dúvidas, a melhor.

Essa semana a Dina ainda retornou à clinica para ser avaliada, trocou o curativo e recebeu nova dose do antibiótico injetável. Os pontos serão retirados hoje à noite e em breve ela voltará a sua rotina normal!

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E vocês, amiguinhos? Alguém mais já passou por esse momento? Compartilha sua experiência com a gente!

Parabéns, Chloé – 01 ano

Niver da Chloé!

Outro dia mesmo fomos numa comemoração de aniversário de cachorro e ouvi de uns que era exagero e falta do que fazer da dona do peludinho que aniversariava. De resposta ela disse que “só quem tem cachorro sabe a alegria e felicidade que eles proporcionam”. E eu confirmo, é um amor que não exige nada em troca, puro, que nos espera ansiosamente na porta quando vai dando a hora de voltarmos para casa. Que abana o rabinho e nos enche de lambidas quando entramos. Que dá pulos só porque pegamos a coleira e dorme juntinho… Como achar qualquer coisa que façamos exagero diante de toda essa representação de afeto e carinho?

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Nem parece, mas a minha caçulinha completa hoje um aninho! Pra mim, será sempre minha pequena assustada, medrosa, carinhosa e afoita. Aquela que tem medo da mala que empurro pelo corredor quando vou viajar e corre feito lebre quando vamos abrir a maca de massagem, rs. Na rua, se um ônibus passa durante o passeio, pede logo colo e, enquanto a maninha adora brincar de correr atrás dos pombos, ela foge deles como vampiro foge da cruz. Questão de personalidades e, com ela, aprendi que cachorro não é tudo igual. Criando duas, ponho em prática a maior justiça que aprendi na faculdade “tratemos igual os iguais e desigual  os desiguais”. Elas recebem o mesmo amor, o mesmo carinho, cada uma na medida que necessitam e compreendem. Ser mãe de duas é uma arte e, sem dúvida, quando eu tiver meus filhos humanos, elas já me ensinaram e muito como pisar em ovos num universo em que devemos dar atenção em dobro e não inflamar o ciúme. De uma coisa eu tenho certeza: com ela aqui, a felicidade dobrou e não em arrependo em nada em ter batido o pé e feito ela ficar em casa. De ter que acordar duas horas mais cedo para escovar duas peludinhas. De ter que comprar ração em dobro e, quando fora de casa, ficar preocupada duas vezes. De passar mico na rua com duas peludas que tentam a todo custo me derrubar cruzando coleiras e que me acordam pontualmente toda manhã, seja domingo ou feriados…

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Espero que ela fique comigo durante muitos outros anos, que eu possa apagar essa velinha com ela mais e mais vezes, que os dias sejam de felicidade e muita alegria sempre. Parabéns, minha chocozita! Te desejo uma vida longa longa longa e com tudo de melhor que eu puder te proporcionar, sempre.

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“Porque os cachorros já nascem sabendo amar de um jeito que levamos a vida inteira pra aprender…”

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Faça você mesmo – fantasia de dinossauro!

E para me desculpar à altura com os machos leitores do blog pelo atraso no post da fantasia de palhacinho para deixá-los mega arrumadinhos para o bloquinho, venho com outra fantasia facinha facinha de fazer! Foi a Raissa, impulsionada pelo espírito carnavalesco, quem quis fazer pro Ringo e fotografou o passo a passo para gente! Quem quer um dinossauro por aí?!

Você vai precisar de:

  • 0,5 m cetim verde claro
  • 0,5 m de feltro verde escuro
  • Espuma
  • 0,10 m de velcro
  • Tesoura para tecido
  • Cola de silicone líquida (não é a que usamos com pistola)
  • Agulha e linha de pesca (pode ser linha normal, mas minha amiga indicou essa e eu acabei usando)

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(para fazer a fantasia, gastei ao todo R$ 12,70)

Vamos começar?

Novamente, é interessante pegar uma roupinha que dê no seu peludo direitinho e que seja  bem fácil de copiar o modelo.

*Caso você não tenha, sugiro pegar o “molde” da minha e desenhar num papel e ir tentando achar o tamanho do seu dog.

Então, com a roupinha em mãos você desenhará o molde no cetim verde claro. Note que mais uma vez iremos fazer um macaquinho e fizemos os retângulos na parte de baixo da fantasia já no mesmo tecido pois, diferente da fantasia de palhaço, não temos dois tecidos aqui. Não esqueça de considerar que para todos os lados deve sobrar uma faixa de uns dois dedos para fazermos a bainha. Pode cortar na linha desenhada. Um conselho que eu dou é tentar fazer o mínimo possível de cortes nas fantasias. Assim serão menos pedaços para colar e/ou costurar.

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Daí é hora de fazer a bainha. Como tinha dado certo na outra fantasia, mantive a técnica da costura com cola de silicone (rs). Repito, a bainha fica perfeitinha. Você irá dobrar duas vezes respeitando o limite do tamanho que dará no peludo. Lembra que deixamos a margem de dois dedos? É essa margem que você dobrará (eu dobro duas vezes para não ficar desfiando. Então, duas dobras de um dedo cada). Passa cola e vai grudando, feito na fantasia anterior.

Após, pregue o velcro onde a fantasia se encontraria. Também aqui foi usada cola. Uma dica para não perder material: lembre-se de que um lado do velcro ficará por fora e outro por dentro. (Difícil explicar, mas simulem antes de colar e entenderão o que eu tô falando). E fiz triângulos que seriam grudados no centro da roupa conforme na foto.

dinossauro 3

Para o rabo, a Raissa simulou fazer um cone de tecido e o encheu de espuma. Para essa etapa, melhor usar agulha e linha e então costurar na roupa, para ficar mais firme. Também ponha alguns triângulos verde escuro no rabo.

rabinho montado

Passada essa fase, ela foi pensar em como fazer a cabeça. Dei a dica: bastou eu lembrar de umas toucas de piscinas e adaptar para a existência de duas orelhas, rs. Cortei dois semi círculos e uma faixa central. Não se esqueça de deixar a margem para a bainha.

dinossauro 4 montado

Então, pregamos na parte do corpo da fantasia (1) e colocamos ali uns triângulos verde escuro também (2). Depois foi só juntar tudo e fazer furos onde entram as orelhas (3).

dinossauro 5 montado completo

Agora vamos amarrar as patinhas com o próprio tecido verde claro fazendo um círculo tal como na foto.

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Então, o Ringo não ficou lindo???

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“Se você fosse sincera, ô ô ô, Aurora! Veja só que bom que era, ô ô ô, Aurora…!”

Faça você mesmo – Fantasia de Palhacinho!

Claro que eu não ia deixar as mamães de peludinhos machos com inveja! Resolvi me aventurar numa fantasia masculina e arrastar uma amiga comigo pro bloquinho. Fizemos juntas a fantasia e fui ajudá-la, pois eu já tinha alguma experiência, e ela não sabia por onde começar. Nós nos divertimos fazendo a fantasia e vamos pular carnaval com os peludos em grande estilo, e o melhor, por um precinho acessível e tudo feito pro nós.

Quem quer peludinho de palhacinho aí? Vem com a gente que ensinamos o passo a passo.

Você vai precisar de:

  • 0,5 m cetim estampado I
  • 0,5 m de cetim estampado II (escolha as estampas que se descombinem combinando. Na dúvida, põe um lado liso e outro de bolinhas, um listrado e outro liso, um de bolinhas com outro de losango – o bom é que é carnaval e palhaço sempre foi uma figura super colorida)
  • 0,40 m de fita enfeitadinha de três cores
  • 0,10 m de velcro
  • 5 pompons de filó fino (já vende pronto, o que é ótimo porque economiza tempo)
  • Tesoura para tecido
  • Cola de silicone líquida (não é a que usamos com pistola)
  • Agulha e linha de pesca (pode ser linha normal, mas minha amiga indicou essa e eu acabei usando)
  • Miolo do rolo de papel higiênico
  • Paetês a gosto.

palhacinho 1

(para fazer a fantasia, gastei ao todo R$ 19,80)

Vamos começar?

Novamente, é interessante pegar uma roupinha que dê no seu peludo direitinho e que seja  bem fácil de copiar o modelo.

*Caso você não tenha, sugiro pegar o “molde” da minha e desenhar num papel e ir tentando achar o tamanho do seu dog.

Então, com a roupinha em mãos você desenhará a parte de cima (o corpo, camisetinha) no cetim estampado. Como queremos cada metade de uma estampa, desenhamos a metade em cada tecido, considerando que para todos os lados (inclusive para a face que se encontrará com a outra metade) deve sobrar uma faixa de uns dois dedos para fazermos a bainha. Pode cortar na linha desenhada. Um conselho que eu dou é tentar fazer o mínimo possível de cortes nas fantasias. Assim serão menos pedaços para colar e/ou costurar.

palhacinho 2

Dai é hora de fazer a bainha. Como tinha dado certo na outra fantasia, mantive a técnica da costura com cola de silicone (rs). Repito, a bainha fica perfeitinha. Você irá dobrar duas vezes respeitando o limite do tamanho que dará no peludo. Lembra que deixamos a margem de dois dedos? É essa margem que você dobrará (eu dobro duas vezes para não ficar desfiando. Então, duas dobras de um dedo cada). Passa cola e vai grudando.

O próximo passo foi unir as duas metades. Eu e a Raíssa (a amiga dona do peludinho que sairá no bloquinho de palhaço) ficamos receosas de descolar no meio do bloquinho e preferimos usar a agulha e linha nessa etapa. Após preguei o velcro onde a fantasia se encontraria. Também usei cola. Uma dica, para não perder material, lembre-se que um lado do velcro ficará por fora e outro por dentro. (Difícil explicar, mas simulem antes de colar e entenderão o que eu tô falando). Na foto fica fácil entender.

palhacinho 3 montado

A idéia inicial era fazer um macaquinho e então tivemos que usar nossa veia costureirística (Toma Tapiré nesse português, rs. Alguém aí além de mim se diverte com a comunidade Tapirense da novela Além do Horizonte? Adoro e me acabo de rir). O único macaquinho que tínhamos do Ringo (o futuro palhacinho) já não cabia mais nele e não adiantava tentar tirar o molde. O jeito foi improvisar. Cortamos dois retângulos que seriam as pernas do macaquinho. Invertendo os tecidos (para deixar ainda mais colorido e alegre) e colamos nas faces opostas numa diagonal. Para fechar o retângulo nas patinhas, apenas grudamos uma das fitinhas decoradas em cores opostas na ponta do triângulo que ficará no ‘tornozelo’ do Ringo. Observe que é apenas  a fitinha que se encontra e fica redondinha, o retângulo todinho fica com as laterais soltinhas.

palhacinho 4 montado

Quase tudo pronto. E começando a ter cara de palhacinho! Falta só enfeitar a fantasia. Vamos colocar os frufrus no dorso, fazer a gola com a outra cor da fita enfeitada colorida e passar mais fitinha onde der.

Pra cabeça, chapeuzinho de cone. Pegamos um miolo de papel higiênico e cortamos para montar um cone. Depois foi só colar um pedaço de tecido e por um frufruzinho na ponta e dois nos lados. Distribua paetês e strass a gosto. Diz se não ficou lindo esse palhacinho? Vamos para o bloco logo, minha gente!

palhacinho 5 montado

“Oh, abre alas que eu quero passar…”

Faça você mesmo – fantasia de Sininho!

Primeiro eu tinha decidido que cachorro era cachorro e que não as fantasiaria de nada esse ano, que nem ano passado. Mas então uma associação que resgatou animais de um caso super delicado (e que num post extra no final de semana eu vou contar direitinho pra vocês) resolveu fazer um bloquinho de rua para os peludos pularem carnaval. Pronto! Achei justa a iniciativa e um bom momento para me divertir com as minhas fofurinhas. Mas então, elas precisariam sim de uma fantasia e já estava em cima da hora e não conseguiria encomendar nadinha para chegar a tempo. O jeito foi fazer eu mesma e ter, além de toda a euforia, o gostinho a mais de dizer “Ahhh, você gostou? Obrigada, eu quem fiz!” – coisa de mãe boba. Então, tesoura à mão e criatividade no papel. Quem quer uma sininho/fadinha por ai?

Você vai precisar de:

  • 1,5 mts de filó fino verde claro
  • 0,5 mt de filó fino verde escuro
  • 0,5 mt failete verde  (mas pode ser cetim liso)
  • 0,50 mt de organza brocada com arabesco (na foto é o tecido verde claro com detalhes branquinhos)
  • 0,50 mts de tecido verde escuro com paetê micro (não sei o nome, me desculpem, rs).
  • 1mt de fita enfeitadinha verde
  • 1,5mt de fita de cetim nº09 verde
  • 0,50mt de fita de cetim nº 05 verde
  • 0,20mt de velcro 20mm
  • Tesoura para tecido
  • Cola de silicone líquida (não é a que usamos com pistola)
  • Asinha de meia (comprei pronta, de humanos mesmo, mas dá facilmente para fazer se você não encontrar).
  • Agulha e linha de pesca (pode ser linha normal, mas minha amiga indicou essa e eu acabei usando)
  • Strass e/ou paetês

(ao todo para fazer a fantasia, gastei R$ 27,90)

material

Vamos começar?

Primeiro é interessante pegar uma roupinha que dê no seu peludo normalmente. Não, não sou costureira (sou advogada, pode acreditar, com algumas habilidades manuais – aproveita e dá um pulo na aba “Quem joga a bolinha” e conhece um pouco mais todas nós) e não saberia fazer tirando medidas.

*Caso você não tenha, sugiro pegar o “molde” da minha e desenhar num papel e ir tentando achar o tamanho do seu dog.

vestido molde

Então, com a roupinha em mãos você desenhará a parte de cima (o corpo, camisetinha) no failete tal como na foto. Importante lembrar que você deve deixar em média dois dedos a mais para todos os lados, pois faremos uma bainha. Pode cortar na linha desenhada. Um conselho que eu dou é tentar fazer o mínimo possível de cortes nas fantasias. Assim serão menos pedaços para colar e/ou costurar.

roupinha em cima do tecido

Dai é hora de fazer a bainha. Aqui a pressa era maior e a fantasia só seria usada uma vez. Então, prefiro usar cola em tudo o que dá, a ter que fazer costura à mão. Mais a mais, a bainha fica perfeitinha. Você irá dobrar duas vezes respeitando o limite do tamanho que dará no peludo. Assim, lembra que deixamos a margem de dois dedos? É essa margem que você dobrará (eu dobro duas vezes para não ficar desfiando. Então, duas dobras de um dedo cada). Passa cola e vai grudando.

foto

Após preguei o velcro onde a parte do corpo iria se encontrar no peito da Yuppie. Também usei cola. Um dica, para não perder material, lembre-se que um lado do velcro ficará por fora e outro por dentro. (Difícil explicar, mas simulem antes de colar e entenderão o que eu tô falando). Na foto fica fácil entender.

foto (1)

Quis deixar o corpinho mais lindinho e arrumado e então comprei o tecido que chamei de “tecido verde escuro com paetê verde”. Esse tecido é bem fininho e foi a única parte da fantasia que me fez usar a agulha. Costurei em cima do failete apenas na parte que ficaria em cima e apareceria. Já aproveitei e quando passei nos ‘ombros’ já costurei também a fita de cetim nº05 que vai ser as alças da fantasia. Antes de se livrar da agulha e linha, já meça direitinho o tamanho que a alça precisará ficar e costure na outra extremidade da peça.

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fitas costuradas

Pronto! Já começamos a ver forma e a se empolgar, né mesmo? Quando cheguei nessa fase me deu alívio e ânimo de continuar.

Peguei a asinha de humanos (que me esqueci de fotografar, mas arranjei foto na internet para vocês, não me briguem! A minha era igualzinha a da foto, sendo que sem os detalhes na asa, ela era lisinha) e tirei com alicate a parte maior da asa. A parte menor é do tamanho ideal para a Yuppie. O que na foto ficava de cabeça para baixo, virei e ficou de cabeça para cima. Usei o elástico que veio na própria asa, diminui um pouco e passei pela blusinha, tal como na foto.

furos

Agora deixaremos a blusinha de lado e trabalharemos na saia. Pegue o filó fino e dobre todinho como se ficasse igual a um papel crepom enrolado na papelaria. Vamos cortar pequenas tiras de dois dedos em média. Corte todinho o filó, separando as duas cores. É simples de fazer. Eu usei o comprimento da saia como se fosse exatamente dividindo em quatro a largura do filó fino. Vá desenrolando as tirinhas de filó e as deixe como vieram, na largura do tecido dobrada em dois.

filó

Então dobraremos as tirinhas (ficarão quatro pedaços) e amaremos na fita de cetim nº 09. Deixe uns 20cm de cada lado onde terão as tirinhas porque amarrará na barriga da peluda. Aqui, queria enfatizar a cor verde clara, então comprei mais tecido verde claro e para cada três fitinhas de verde clara, usava uma verde escura. Faça isso até achar o suficiente para cobrir a parte de cima da peluda. Não pode haver para baixo, lembre que seu peludo fará xixi.

saia

Depois peguei um pedaço da fita de cetim nº 09 e colei onde apareciam os nós das tirinhas. Ficou um acabamento bonitinho. Fiz primeiro de um lado. Antes de fechar o do outro eu fui fazer o detalhe da saia. Peguei a organza brocada e vi o comprimento da saia de filó. Cortei três folhas q ocupariam todo o comprimento da saia, tal como na foto. As coloquei uma ao lado da outra em cima da sainha de filó e colei a outra parte da fita. Note: a fita de cetim que dará o acabamento da saia já colará também o detalhe que parece uma folha.

foto (2)

Agora vamos colar a saia na parte de cima. Passe cola de silicone na fita que deu o acabamento e cole a blusa por cima. Enfeite com a fita verdinha.

foto (3)

Quase pronta! Eu apenas escondi o feltro q aparecia da asinha que eu tinha comprado com a mesma fitinha enfeitada verde (mas pode ser que você ache alguma pedra ou detalhe que lhe agrade mais – eu adoraria se tivesse frufru verde, mas não contava com essa etapa e não comprei). Preguei ainda uns strass na parte da asinha da fantasia e prontinho!

pronto

E agora, quem ai vai ficar sem fantasia? Corre e deixe seu peludo bem enfeitado para pular o carnaval. O legal da fantasia é que pode seguir os mesmos passos e fazer várias outras, como joaninha, abelhinha, fadinha de outras cores, bailarina (sem asinha). Use a imaginação e não esqueça de nos enviar foto do seu peludinho . Vamos adorar incluir todos no mural de carnaval que postaremos depois.

Vamos cair na folia! “Alá la ô ô ô ô ô ô ô. Mas que calor ô ô ô ô ô ô ô  atravessamos o deserto do Saara, o sol estava quente, queimou a nossa cara. Alá la ô ô ô ô ô ô ô”

Ah sim, ia esquecendo, a foto dela vestindo a fantasia vem depois, quando formos pular carnaval mesmo. Vem com a gente!

Milk Branqueador da Perigot

Experimentando e resenhando…

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Hoje venho falar desse produto que é meu queridinho, ele acompanha os banhos da Mel desde os seus 6 meses. Muitos já me perguntaram qual é o meu segredo para manter o bigode da Mel tão branquinho. Na verdade, não acho que o branqueador seja o principal diferencial para o bigode, ajuda, mas ele fez muita diferença, principalmente, nas patinhas. Tenho outros 2 branqueadores que gosto bastante também e que já foram resenhados aqui: o Granado e o Ibasa. Gosto de alterná-los entre os banhos. Mas confesso que o que mais uso é o da Perigot.

Bem, o branqueador da Perigot é um líquido denso e o ideial é que seja diluído, para que o produto seja bem aproveitado. Ele possui a cor roxa e um cheirinho maravilhoso (hummm). Segundo os dados técnicos do produto:

“ele possui matérias-primas importadas da França, contém ativos de altíssima qualidade que proporcionam um branqueamento dos pêlos de forma segura e uniforme, sem agredir o pH da pele do animal. Resultado da mais avançada tecnologia cosmética no tratamento de manchas amareladas comuns em animais de pêlos claros. Este produto deve ser aplicado e enxaguado em seguida. Pode ser diluído na proporção 1/4.”

A utilização do produto é bem simples (usar somente nas patas e focinho), eu gosto de usar o branqueador logo depois do shampoo comum:

1- Você pode usar diluindo: coloque uma quantidade do produto e uma generosa quantidade de água, proporcinal a ¼ e passar nas patinhas e focinho, esfregue e faça espuma. A segunda opção é sem diluir: em pouca quantidade (tamanho de uma moeda pequena) e passar nos locais citados e esfregando afim de fazer espumas.

2- Uma dica muito importante para passar o branqueador no focinho: pegue uma escovinha (de dente) de cerdas macias e passe o produto no local e crie a mesma espuma para o branqueador fazer efeito.

3- Depois enxague bem todas as áreas.

Sem sombra de dúvidas posso dizer que este produto é excelente e não deixa em nada a desejar ao que se propõe a fazer. Mas preciso informar que nenhum branqueador deixa o pelo branco feito a neve, com toda certeza não será 100% perfeito, mas ele garante pelo menos 70% dessa “perfeição”. Mas mesmo com esses percentual, esse branqueador é o mais eficiente.

A chegada da princesa Jolie

Jolie

Há um tempo despertou em mim a vontade de dar uma irmãzinha pro Mylow, pois sentia muita pena de deixá-lo sozinho praticamente o dia todo, além de ser louca para ter uma shih tzu fêmea. Eu sou filha única – e amo ser filha única -, então fiquei receosa de passar algum sentimento meu pro Mylow, fiquei com medo que ele se sentisse rejeitado ou trocado. Assim, tive uma fase de bastante dúvida, o que esfriou aquela grande vontade. Amo demais meu garotão e não queria que ele sofresse por isso.

Depois parei pra refletir e percebi que era tudo da minha cabeça, que aqueles eram os meus pensamentos, e concluí que, com a liderança certa, não haveria problemas. O Mylow é um cão carinhoso, dócil, quase não late e nunca mordeu ninguém, então não tive medo de ele bater na irmãzinha.

E foi pensando nisso que comecei minha saga na procura da Jolie. Sim, ela já tinha nome! Um nome inspirado nas bonequinhas da Tilibra, que eu, um ser adulto, amo! Kkk Cismei que ela tinha que ser do mesmo canil do Mylow, e ainda queria que ela fosse dos mesmos pais do Mylow. Olha que loucura (claro que eu iria castrá-la). Porém os filhotes nasceram e eu não me apaixonei por nenhum, até senti uma certa culpa por isso, mas eu tinha idealizado um filhote específico, então iria correr atrás de encontrar logo minha Jolie. Assim, quando percebi que ela não viria do mesmo canil do Mylow, tratei de procurar novo canil, e acheeei!!!! Ela parecia estar me esperando, ela era tudo que eu tinha imaginado! Na mesma hora entrei em contato com o dono e agendei o encontro, no outro dia sai mais cedo do trabalho e fui direto buscá-la.

E fiquei pensando, e agora?! Foi tudo muito rápido, não deu para planejar nada. Pois bem, nesse dia o Mylow tinha ido pra tosa, que fica no mesmo lugar onde é a veterinária, então aproveitei o lugar para fazer as apresentações. Mylow cheirou, cheirou e foi pro colo do papai, eu entrei para primeira consulta da pequena (e graças a Deus estava tudo certo).

Chegando em casa começou todo o problema: o Mylow começou a virar a cara pra mim, sério gente, ele literalmente estava de mal comigo, kk. Precisei conseguir uma caixa de papelão de TV e dividir meu quarto ao meio, colocando caixas de leite para segurar. Estava com medo de privar muito o acesso do Mylow a áreas que ele costumava usar, pois a veterinária disse que isso poderia deixá-lo com raiva da pequena, e isso era tudo que eu não queria. Aquela noite tentei dar todo o meu carinho pro Mylow, pois ele estava com uma carinha de triste que estava me matando. A Jolie literalmente não me deixou dormir, ela chorava toda hora, e isso era uma quinta-feira e eu teria que acordar as 7:00 no dia seguinte. Acordava com raiva e ao mesmo tempo com pena dela, ela não tinha nem 2 meses, imaginava a falta que ela estava sentindo da mãe e dos irmãozinhos, mas não simplesmente podia pegar e colocar na cama comigo, porque o Mylow estava lá.

Foram 3 noites assim, até que ela acostumou e passou a não chorar durante a noite. Hoje, passado cerca de 1 mês, o Mylow já esta amando  brincar com a irmã, mas ainda mantenho o quarto separado, eles brincam somente sob a minha supervisão. Mylow pede pra eu pegar a Jolie e deixo eles brincarem, é muito gostoso de se ver! Quando fico com ela no colo, ele já não me olha mais com aquela cara de triste e sim com uma  carinha de sapeca, querendo que eu a coloque no chão para começar a brincadeira do morde morde, kkkk.

É isso gente, essa é a parte 1 da minha saga. Depois irei fazer falar sobre gastos, sobre o que realmente mudou, se é muito difícil criar dois shih tzus, castrar ou não castrar e se vale a pena embarcar nessa onda.