Vou viajar e agora?

1392093_717187934976165_345015635_nUm dilema que cerca a vida de muita gente, inclusive a minha, é o assunto viagem! Existem viagens que o nosso cãozinho é presença confirmada, mas há aquelas em que isso não será possível. E o que fazer? Com quem deixar? Ir ou não ir? eis a questão! Há quem seja muito radical e não viaje por um período longo por conta de não querer ficar longe do seu cão. Mas eu compartilho da opinião de que não precisa ser assim! Sabendo se organizar e fazer com que essa viagem seja o menos traumático para ambas as partes, é possível sim!

Recentemente passei por esse dilema, mas com uma boa estratégia consegui realizá-la com sucesso. Por isso resolvi compartilhar com vocês essa experiência. Meu marido e eu estamos com a pequena Melissa há 1 ano. Sempre que viajávamos a levávamos, até porque eram viagens curtas e havia a possibilidade de estar junto. Mas desde o início desse ano (2013) planejávamos fazer uma viagem um pouco mais longa e para fora do país no fim do ano (novembro), o que impossibilitaria de levar a nossa pequena. De início fiquei apreensiva, com medo dela sofrer com a nossa ausência. Até porque, mesmo acostumada a passar o dia sozinha (por conta do trabalho), ela sempre nos tinha por perto em algum horário. A viagem ia acontecer, assim como outras também virão, não tem como evitar; porque mesmo que a gente ame nossos peludinhos, algumas situações são necessárias. Então logo tracei uma estratégia:

Primeiro passo foi a escolha de onde a Mel ficaria, uma decisão não tão difícil, eu tinha poucas opções. Ou seria a casa dos meus pais, ou dos meus sogros ou da minha avó. E se por acaso nenhum deles pudessem eu abriria esse leque para outros parentes ou amigos. Mais os fatores mais importantes da escolha são: confiança e cuidado. Alguém que você confie e sabe que vai cuidar. Meus sogros iriam viajar na mesma época e meus pais toparam de cara. Não esperava nada muito diferente disso, porque mesmo relutantes com a história de um neto humano, eles meio que adotaram essa fofa como netinha preferida! rsrs

Segundo passo foi estruturar a estratégia. Porque não dava para simplesmente um dia antes da viagem deixar a Melissa com meus pais e pronto. Eu não saberia como ela se comportaria e se sofreria logo de cara. Por mais que ela os conhecesse, todas as vezes que ela esteve ou dormiu lá, ela estava em nossa companhia. Pois bem, a ideia foi acostuma-la aos poucos; era começar uma adaptação, fazer um “teste drive”. Eu iria começar em Setembro, mas por conta de uma cirurgia da mamãe eu resolvi adiar para Outubro (a viagem foi programada para a primeira semana de novembro). E este “teste” ocorreu em dois momentos no mês de outubro.

Terceiro passo, a execução! Eu a levei para ficar na casa dos meus pais, como já falei, em 2 momentos no mês de Outubro. O primeiro foi no início de Outubro, dia 3 (uma quinta), e ela ficou até o dia 6 (um domingo). A primeira noite, ela deu uma choradinha, segundo o relatório dos meus pais e irmãos (sim, perguntei a todos!), mas os outros dias, como eles brincavam bastante com ela, ela não ficou chatinha e nem amuadinha. Ela manteve um comportamento normal: comeu, bebeu e brincou, exceto suas necessidades, o xixi fez normal, mas prendeu um pouco o número 2 nos primeiros dias. O segundo momento foi no dia 19 (um sábado) e a busquei no dia 24 (uma quinta). Ela já estava mais acostumada e ficou super bem os 5 dias, sem atraso de necessidades ou qualquer outro problema. Da segunda vez senti que ela realmente estava em boas mãos e que ficaria muito bem no “pra valer”.

Organizei essa adaptação por dois motivos óbvios: o primeiro, porque queria saber como ela se comportaria sem estar no seu ambiente habitual. E o segundo porque queria que ela percebesse que isso não era um abandono, eu a deixaria, mas voltaria para busca-la. Nem preciso dizer que minhas dúvidas e questões foram sanadas. Até porque meus pais são pessoas que amam animais, inclusive eles são “pais” de um Labrador, o Sansão, no qual a D. Melissa queria mandar rs. Mesmo calminha e miudinha, ela se achava no direito de latir (seu latido feminino) para um Sr. Negão daquele tamanho. – Mel não late nunca, mas na casa dos pais ela se viu livre e na liberdade de soltar a voz.

Depois de toda preparação, finalmente chegou o grande dia de ficar umas semanas na casa dos avós. Ela foi dia 2 de Novembro e a busquei no dia 22 de novembro. Fiz uma lista de recomendações, deixei orientações quanto ao banho dela e telefones de emergências da Veterinária. Deixei também à veterinária sobreaviso, e a mesma, ficou à disposição para qualquer ligação dos meus pais.

Resumidamente: Escolha um local de confiança, faça uma adaptação gradativa e próxima a data de viagem, no máximo com 2 meses antes do grande dia. Deixe a veterinária que acompanha o seu filhote ciente de tudo! Porque qualquer problema ela saberá da real situação. Faça uma lista de recomendações, orientações e proibições (mesmo que sua mãe ignore rs), ela com certeza ajuda na rotina do dia a dia.

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4 comentários sobre “Vou viajar e agora?

  1. Bia, acabei de passar pela mesma situação e sobrevivemos, eu e Lippi! Acho que sofri mais do que ele… Senti muita saudade, apesar de todos os recursos da internet para ver e falar com ele sempre! Rsrs Ficou com minha tia, meu irmão e cunhada. Foi paparicado ao máximo e não teve nenhum problema, ainda bem. Hoje ao voltar pra casa me recebeu com muita festa e dengo. Agarrei e beijei muito meu peludo. Ficou atrás de mim o dia todo! Enfim, valeu a pena viajar mas seria bem melhor com ele!

    • É verdade Lili, sobrevivemos o/. Com certeza nós q sofremos bem mais, porque eles estavam super bem amparados e “em casa”. Acredito que tenha sido até uma diversão para eles! Realmente viajar com eles é bem melhor rsrs. Mas acho que fica a dica para quem também vai enfrentar esse dilema, e a nossa experiência de sucesso! Abs e Bjs a vcs ❤

  2. Estou desesperada, irei passar 5 dias longe da minha pequena Nina, ela ficará na casa do meu namorado, lá tem um casal de shitzu tbm, escolhi lá por causa da companhia dos cachorros, acho que ela se sentirá melhor brincando com eles, mas estou com muito medo de que ela sofra muito. Estou com o coração apertado !!

    • Kimberly, você já fez um teste para saber como ela se comporta com esses amiguinhos?! precisa saber se eles irão aceita-la assim de uma vez. O ideal é vc ir acostumando aos poucos, se tiver supervisão de algum responsável e que vc confie, vai tranquila. Eles sentem sim a nossa falta, mas não é tão dramático como imaginamos, basta ser um local confortável e que ela seja cuidada da mesma forma como vc cuida. Se esse casal forem tranquilos e não tiver nenhuma das duas no cio, acho que não há problemas e que vc pode ir despreocupada! Bjs e Obrigada por acompanhar nosso Blog!

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